O reggae dos Rolling Stones

“Cherry Oh Baby” foi lançada em 1976 no álbum Black and Blue, marcando um raro retorno do grupo ao mundo dos covers (algo que eles praticamente abandonaram depois dos anos 1960).

A composição é de Eric Donaldson, e data de 1971. A versão dos Stones foi gravada em 1973, nas sessões do álbum Goats Head Soup, na Jamaica.

Ao longo da produção de Black and Blue, a banda pôde fazer o primeiro registro sonoro com o novo guitarrista, Ron Wood, na faixa “Hey Negrita”. Em outros takes, as seis cordas eram revezadas entre os integrantes.

Ouça a versão original de “Cherry Oh Baby”, com Eric Donaldson:

Charlie Watts certa vez declarou:

A influência do Reggae nas músicas de Black And Blue vieram principalmente de Keith (…) Mick certamente estava focado no reggae. Eu tinha todas as gravações (de reggae) comigo quando nos mudamos para a França e quando estávamos gravando faixas para o Exile On Main Street, na casa de Keith. Eu tocaria “Cherry Oh Baby” para ele ou ele a tocaria para mim. The Harder They Come foi um álbum que Keith ouvia muito.

É verdade que a versão dos Stones é meio quadradona, mas vale pela curiosidade. A faixa ainda contou com Mr. Billy Preston nos teclados.

Bônus: Uma raríssima gravação ao vivo da canção, captada em 1976 na França:

Oasis, “All Around The World” e a história do single mais extenso a ocupar o topo da parada britânica

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No dia 12 de janeiro de 1998, “All Around The World” foi lançada como single, rapidamente se tornando a canção mais extensa a ocupar o primeiro lugar da parada de sucessos do Reino Unido (no auge de seus 9:38, superando “Stairway to Heaven”, do Led Zeppelin e “Bohemian Rhapsody”, do Queen) – permanecendo no topo entre os dias 18 e 24 do mesmo mês.

A faixa foi uma das primeiras composições de Noel Gallagher para o Oasis, escrita mais ou menos em 1992. Na época, Noel vislumbrava grande potencial nos arranjos (segundo o guitarrista, “All Around The Word” era uma de suas melhores músicas até o momento) e resolveu esperar até que a gravadora (Creation Records) ou a própria banda tivessem os recur$os necessários para a gravação ideal.

Em agosto de 1997, “All Around The World” via a luz do dia através do álbum Be Here Now, com 9:20 de duração (um pouco menor do que a versão do single).

Muita extravagância, orquestra de 36 peças e vários na-na-na-na que lembravam “Hey Jude”. Mas não foi por acaso.

The lyrics are teeny-poppy. But there are three key changes towards the end. Imagine how much better Hey Jude would have been with three key changes towards the end. I like the ambition of it, all that time ago. What was all that about when we didn’t even have our first single out? Gin and tonics, eh?
– Noel Gallagher

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Outras notáveis participações especiais na gravação foram de Meg Matthews e Patsy Kensit (na época esposas de Noel e Liam, respectivamente) nos backing vocals e do gaitista Mark Feltham (por alguma razão, as contribuições de Meg e Pasty ficaram de fora da versão do álbum).

Já o videoclipe, claro, segue a lógica Beatlemaníaca dos irmãos Gallagher, prestando homenagem ao religioso Submarino Amarelo.

Junto com o single, três cultuados B-sides da banda: “The Fame”, “Flashbax” e “Street Fighting Man” (essa última, uma versão de Rolling Stones, a melhor banda de rock do mundo). Foi a última vez que o Oasis soltou três canções como lado b.

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Uma rápida história sobre o álbum “Led Zeppelin IV”

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O quarto álbum do Led Zeppelin, conhecido como Led Zeppelin IV, foi lançado no dia 8 de novembro de 1971 pela Atlantic Records. As gravações aconteceram em diversas localidades entre dezembro de 1970 e março de 1971. São vários os apelidos do LP (os mais conhecidos são The Fourth Album, Four Symbols, Untitled, The Runes, The Hermit e ZoSo).

Até hoje o disco é o maior sucesso comercial da banda, vendendo aproximadamente 32 milhões de cópias (23 milhões só nos Estados Unidos, se tornando o terceiro disco mais vendido da história do país).

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As sessões de gravação tiveram início no recém-inaugurado Basing Street Studios, da Island Records, em Londres (quando o Jethro Tull trabalhava no futuro clássico Aqualung). Por sugestão dos integrantes do Fleetwood Mac, o Led Zeppelin mudou suas instalações para a lendária Headley Grange, em East Hampshire, fazendo novas gravações no estúdio móvel da melhor banda de rock do mundo, os Rolling Stones.

A ideia de não dar um nome para o LP e sim usar símbolos feitos à mão (cada integrante teria o seu próprio design) partiu de Jimmy Page, que também não quis adicionar informações técnicas no encarte. Uma tentativa de vingança contra a imprensa e as críticas negativas em torno dos três álbuns anteriores da banda.

Image and video hosting by TinyPicA capa

A imagem que vemos na capa é uma pintura a óleo do século dezenove comprada por Robert Plant em uma loja de antiguidades de Berkshire, sudeste da Inglaterra. O desenho foi fixado na parede interna de uma casa demolida e assim saiu a fotografia da capa. A ideia de Plant era fazer um balanço do que já vinha ocorrendo na década de 1970: a devastação da natureza em meio ao caos urbano e a expansão das grandes cidades.

Já a ilustração interna, intitulada The Hermit (também conhecida como View in Half ou Varying Light) é creditada a Barrington Colby, influenciada por cartas do tarô. Reza a lenda que, ao colocar a imagem de frente para o espelho, um rosto pode ser visto entre as rochas, logo abaixo do Eremita (alguns conseguem ver a face de um cão negro, daí a teoria de que seria o “Black Dog” da música).

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Hoje, Led Zeppelin IV consta na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame, além de figurar entre os 500 melhores discos de rock de todos os tempos da revista Rolling Stone (a mesma que, décadas antes, havia massacrado os três primeiros discos do grupo). Três músicas ficaram de fora do tracklist: “Down by the Seaside”, “Night Flight” e “Boogie With Stu” (a última, com participação especial de Ian Stewart, o lendário sexto Rolling Stone). No ano seguinte, as sobras foram lançadas no álbum Physical Graffiti.

Na sequência, algumas curiosidades sobre todas as faixas de Led Zeppelin IV.

Black Dog

Ideia do baixista, John Paul Jones, que, influenciado pelo álbum Electric Mud, de Muddy Waters, criou um blues elétrico a partir de um riff de contrabaixo. O trecho inicial dos vocais, feito a capella por Robert Plant, teve inspiração na faixa “Oh Well”, do Fleetwood Mac (não custa lembrar que, antes de Stevie Nicks e Lindsey Buckingham se juntarem ao grupo, em 1974, o Fleetwood Mac era uma banda de blues psicodélico, liderada pelo guitarrista Peter Green). Com exceção do refrão, todas os versos são cantados por Plant após a pausa dos instrumentos. Uma das mais performances mais memoráveis do vocalista.

Rock And Roll

Mitologicamente criada durante uma jam session, quando a banda improvisava ao som de “Keep a Knockin’”, de Little Richard. Tudo teria sido feito em mais ou menos 15 minutos. A letra foi escrita por Robert Plant, que tentava provar que o Led Zeppelin podia sim fazer rock and roll (o álbum anterior do grupo era basicamente acústico). Nos pianos, Nicky Hopkins (que já tocou com The Who, The Rolling Stones, The Beatles, entre tantos outros).

The Battle Of Evermore

Eis a única canção do Led Zeppelin com participação de outra voz além da do vocalista, Robert Plant, que teria escrito a letra após ler um livro sobre a história da Escócia.

Observação fundamental: Fãs de Senhor dos Anéis e J. R. R. Tolkien, embora Robert Plant também seja admirador de Tolkien, a letra NÃO fala sobre a “Batalha dos Campos do Pelennor” (citada no livro e, posteriormente, no filme).

Além do belo dueto com Plant, Sandy Denny (do Fairport Convention) ganhou seu próprio símbolo no encarte do disco (a cantora foi representada por três pirâmides). Jimmy Page compôs os arranjos usando um bandolim emprestado pelo baixista, John Paul Jones.

Por incrível que pareça, parte da gravacão foi captada pelo engenheiro de som, Andy Johns, com os músicos sentados em frente a uma lareira, tomando chá e tocando bandolim.

Stairway to Heaven

Uma das canções mais famosas de todos os tempos, com um dos solos de guitarra mais famosos de todos os tempos, e por aí vai. Um clássico que, apesar de ser um dos hits radiofônicos mais tocados de todos os tempos, oficialmente nunca foi lançado como single. Algumas estações de rádio tinham apenas o compacto de divulgação da música (um verdadeiro tesouro para colecionadores nos dias de hoje).

Em 13 de novembro de 2007, quando todo o catálogo do Led Zeppelin foi relançado no formato digital, “Stairway to Heaven” alcançou a 37ª posição nas paradas de sucesso do Reino Unido e apesar de seus mais de oito minutos de duração, até hoje é uma das faixas mais tocadas das FMs dos Estados Unidos.

No final da década de 1990, a Monday Morning Replay anunciou que a canção já havia tocado 4.203 vezes (uma vez que o cálculo de execuções segue os padrões AOR). Ou seja, a faixa foi tocada 5 vezes por dia durante seus primeiros 3 meses de existência, duas vezes por dia durante os próximos nove meses, uma vez por dia durante os quatro anos seguintes, e de 2 a 3 vezes por semana nos próximos 15 anos.

Nos EUA existem (ou pelo menos existiam) mais ou menos 600 estações de AOR e Classic Rock. O que significa que “Stairway To Heaven” foi tocada no mínimo 2.874 vezes. Ao oitavo minuto de cada execução, somam-se aproximadamente 23 milhões de minutos. São quase 44 anos dedicados à música. Até agora.

A ASCAP (American Society of Composers, Authors and Publishers) não costuma divulgar números, mas diante desse monstro do rock, não pensaram duas vezes em compartilhar os dados.

Coincidência (ou não), “Stairway” é a única letra no encarte do LP.

Misty Mountain Hop

Atenção, fãs de J. R. R. Tolkien e “Senhor dos Anéis”. As tais “montanhas sombrias” citadas na música ficam no País de Gales, e sim, são uma referência a “O Retorno do Rei”, terceiro volume da série de livros. Mas legal mesmo é o piano elétrico introduzido por John Paul Jones.

Four Sticks

Composta pela dupla Page e Plant em 1970, durante uma viagem à India. A origem do nome é bem simples. John Bonham toca com quatro baquetas, duas em cada mão.

A banda apresentou “Four Sticks” ao vivo apenas uma vez em sua história, na Dinamarca, durante a turnê europeia de 1970.

Nos anos 1990, quando voltaram a excursionar juntos, Page & Plant tocaram a música um milhão de vezes (mas aí não conta).

Os vocais receberam alguns efeitos eletrônicos na produção final. “Supostamente, era pra soar abstrato”. Palavras de Robert Plant.

Going To California

Letra de Jimmy Page, que buscou inspiração em um de seus poemas rabiscados no caderno de anotações. Já os arranjos foram influenciados por Joni Mitchell e uma de suas obras-primas, “California” (lançada em 1971 no álbum Blue). Em algumas das performances ao vivo de “Going To California”, Plant costumava dizer “Joni” após a frase “To find the queen without a king they say she plays guitar and cries and sings”.

When The Levee Breaks

Originalmente gravada pelos blueseiros Kansas Joe McCoy e Memphis Minnie, a letra da última faixa de Led Zeppelin IV tem como base o grande dilúvio de 1927 no Mississippi (Great Mississippi Flood of 1927), que devastou o Estado e algumas áreas vizinhas, além de destruir casas e a economia agrícola da Bacia do Mississippi.

A maior consequência da catástrofe foi a migração forçada de negros e africanos, que acabaram ficando sem trabalho na região. A partir daí, novas e velhas cantigas do delta blues começaram a se popularizar em diversas regiões do país, incluindo “When The Levee Breaks” que, nas mãos do Led Zeppelin, recebeu um tratamento de peso.

É isso.

Uma rápida história sobre o single “Live Forever”, clássico do Oasis

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Iniciada por Noel Gallagher ainda nos tempos de Inspiral Carpets (grupo que contava com o futuro guitarrista do Oasis como roadie), “Live Forever” teria sido a composição decisiva para que Liam permitisse a entrada do irmão mais velho em sua banda, além de render um contrato com a Creation Records.

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Noel escreveu “Live Forever” em seu apartamento, na cidade de Manchester, após ouvir o refrão de “Shine A Light”, faixa da melhor banda de rock do mundo, os Rolling Stones, lançada em 1972 no álbum Exile On Main Street.

Parte da letra de “Live Forever” também faz referência à profissão de Peggy Gallagher (mãe de Noel) que, na época trabalhava, como jardineira.

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Gravado nos estúdios Clear, em Manchester, “Live Forever” foi o primeiro single do Oasis a figurar parada musical do Reino Unido. Apesar disso, a música nunca deslanchou nos Estados Unidos. Na capa do disquinho, uma fotografia da casa em que John Lennon viveu durante sua infância em Liverpool.

Já o lançamento oficial da canção aconteceu em 8 de agosto de 1994 (um mês antes do álbum Definitely Maybe ver a luz do dia), mas a consagração de “Live Forever” ao longo dos anos só aumentou, fazendo com que a faixa fosse mencionada como a melhor de todos os tempos em várias listas especializadas (alguns exemplos aqui, aqui e aqui).

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“Live Forever” permaneceu no setlist dos shows feitos pelo Oasis até o fim do grupo, em 2009, o que só comprova a importância da música para a banda. E para os fãs, claro.

A História de 9 Covers Gravados Pelo Oasis

De Slade a The Who, uma pequena lista com 9 versões gravadas pela antiga banda dos irmãos Gallagher.

01. “Cum On Feel the Noize”, um dos tantos clássicos do Slade. Lançado originalmente como single em fevereiro de 1973 e, sete meses depois, no álbum Sladest (recomendadíssimo).

A versão do Oasis surgiu como lado b do single Don’t Look Back in Anger, de 1996, fazendo jus às origens hoolingans de Liam e Noel.

02. Composta por David Bowie e Brian Eno, “Heroes” figura facilmente entre as mais belas canções do Camaleão do Rock. Lançada como single em outubro de 1977, marca um dos melhores momentos da trilogia berlinense de Bowie, contando a história de um casal apaixonado que vê separado pelo muro de Berlim. A inspiração para a criação do casal fictício foi Tony Visconti (produtor do disco homônimo) e sua namorada, Antonia Maas. Bowie só revelou esse pequeno detalhe em 2003, para a surpresa de Tony, que não sabia da história.

A versão do Oasis aparece como lado b do single D’You Know What I Mean, de 1997. Os vocais de Noel, obviamente, não alcançam a angústia interpretada por David Bowie, mas é sempre bom descobrir que uma de suas bandas favoritas curte o mesmo som que você.

03. Originalmente nomeada “Did Everyone Pay Their Dues?”, esse clássico da melhor banda de rock do mundo, os Rolling Stones, traz um Mick Jagger altamente inspirado após presenciar uma manifestação operária e estudantil que agitou Paris em maio de 1968. Há quem diga que a letra na verdade se baseia em um ato anti-guerra organizado por Tariq Ali, em Londres, no mesmo maio de 68. Fato é que “Street Fighting Man” continua sendo uma das canções mais politizadas dos Stones.

O Oasis apresentou sua versão no EP All Around the World, lançado em janeiro de 1998.

04. Uma das faixas acústicas do álbum Rust Never Sleeps, lançado em 1976 por Neil Young e Crazy Horse, ou a banda do cavalo louco. Como não poderia deixar de ser, “Hey Hey, My My (Into The Black)” nos brinda com um dos melhores momentos do deus canadense, que seguiu a cartilha de Bob Dylan e o LP Bringing It All Back Home de se produzir um disco (metade elétrico, metade acústico – não necessariamente nessa mesma ordem).

A versão do Oasis vem do petardo Familiar to Millions, primeiro lançamento ao vivo dos irmãos Gallagher.

05. Uma composição de Lennon e McCartney, lançada no álbum Magical Mystery Tour, dos Beatles – uma certa banda originária de Liverpool que os irmãos Gallagher endeusam.

A versão do Oasis para “I Am the Walrus” foi gravada ao vivo e consta no single Cigarettes & Alcohol, de outubro de 1994.

06. “Helter Skelter” integra o polêmico álbum branco dos Beatles, lembrado por servir como uma das principais influências de Charles Manson e sua seita do mundo da lua. Uma dica cinematográfica sobre o assunto, pouco difundida fora do circuito comercial, é o longa que leva o nome da música em questão, dirigido por John Gray e financiado pela TV estadunidense.

A versão do Oasis vem como lado b do single Who Feels Love, de 2000.

07. Um dos grandes hinos da rebeldia sessentista, ao lado de “Satisfaction”, dos Rolling Stones. “My Generation”, do The Who, foi merecidamente homenageada pelo Oasis como lado b do single Little by Little, de 2002.

08. “You’ve Got To Hide Your Love Away”, mais uma versão de Beatles. Conta como lado b do single Some Might Say, de 1995.

09. “Help”. Dos Beatles. Essa aqui vem de um dos volumes da trilogia de bootlegs acústicos da banda, intitulada Ultimate Acoustic Collection.

Play!

10. Agora, duas exceções à lista que merecem um breve relato. Noel Gallagher já era conhecedor do som de Tom Rowlands e Ed Simons há um certo tempo, e ficou sabendo que a dupla que formava o Chemical Brothers queria gravar algo com ele. Até que, pelos bastidores do Glastonbury Festival de 1995, acontece o aguardado encontro. Noel topa de imediato a proposta e adianta que a sonzeira teria que seguir o clima de “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles. O resultado deu tão certo que o título inicial do fruto da parceria era “Tomorrow Never Noels” (entendeu o trocadilho?).

Após o lançamento, em setembro de 1996, “Setting Sun” (título oficial do projeto) se tornaria o primeiro single dos irmãos químicos a alcançar o topo da parada britânica. A partir daí, foi um hit atrás do outro. A parceria voltaria a se repetir três anos depois, com “Let Forever Be”, outra faixa no estilo tomorrow-never-knows-de-se-fazer-música-eletrônica. Bem legal.