R.I.P. Ray Gillen (12/05/1959 – 01/12/1993)

Uma pequena homenagem a um dos mais promissores vocalistas da história do Hard Rock

Tudo começou em 1986, quando Ray Gillen, então vocalista do Rondinelli (banda de Robby Rondinelli, ex-baterista do Rainbow), recebeu um convite de Tony Iommi para assumir os vocais do Black Sabbath no meio da turnê do álbum Seventh Star.

Ouça “War Dance”, do Rondinelli.

Após aceitar e cumprir o desafio de suceder o já lendário Glenn Hughes, Ray Gillen entra em estúdio com Dave Spitz, Eric Singer e Geoff Nicholls – além de Mr. Tony Iommi, claro – para as gravações de The Eternal Idol, que viria a ser o próximo álbum do Black Sabbath.

No meio das sessões de gravação, a crise financeira fala mais alto e o vocalista pede demissão do grupo, logo após a saída de Spitz e Singer. Pouco tempo depois, Gillen se junta a John Sykes no Blue Murder, mas logo é convidado a se retirar. Surge então outro convite, dessa vez feito pelos irmãos Tom e Mel Galley, que lideravam o super projeto Phenomena. Foi ali que Gillen lançou a primeira gravação oficial de sua carreira, através do álbum Dream Runner, dividindo os microfones com Glenn Hughes, Max Bacon e John Wetton.

Ouça a íntegra da versão demo de The Eternal Idol, do Black Sabbath (regravado com Tony Martin nos vocais e lançado em novembro de 1987).

Ouça “Stop”, do Phenomena.

Ouça “Too Late”, do Blue Murder (demo).

Em 1988, Ray Gillen, Eric Singer, Jake E. Lee (ex-guitarrista de Ozzy Osbourne) e o baixista Greg Chaisson formam o Badlands, o mais conhecido de todos os trabalhos envolvendo o nome do cantor, conquistando sucesso de crítica e público nos continentes europeu e norte-americano com o álbum de estreia (autointitulado).

Infelizmente, o sucesso durou pouco. Voodoo Highway, o segundo álbum do grupo, foi atropelado pelo movimento Grunge, jogando a banda no ostracismo (houve até um terceiro disco gravado, porém recusado pela gravadora).

Ouça a discografia completa do Badlands, incluindo o álbum póstumo Dusk, lançado em 1998.

Em 1992, Ray Gillen deixa o Badlands e começa a ensaiar algumas apresentações com o Cockfight, grupo formado por Randy Castillo, Whitey Kirst e Craig Pike (ambos integrantes da banda de Iggy Pop) e o Terriff (liderado por Joe Holmes, guitarrista de David Lee Roth) – mas as tentativas não decolam.

Assista às performances de “Fire and Water” (Free) e “Can’t Get Enough” (Bad Company) com o Cockfight.

No ano seguinte, Gillen viaja até Nova Iorque para formar o Sun Red Sun com os amigos Al B. Romano (ex-membro do projeto solo de Joey Belladonna) na guitarra, Mike Starr (Alice In Chains) no baixo e o baterista Bobby Rondinelli (Rainbow, Black Sabbath, Blue Öyster Cult, Quiet Riot, Rondinelli).

Com essa formação, o supergrupo grava o álbum de estreia (Sun Red Sun) no estúdio Electric Lady Studio, com participações especiais de John McCoy, Chris Caffery (Savatage, Trans-Siberian Orchestra), John West e Mike Sciotto.

No dia 1º dezembro de 1993, Ray Gillen morre por complicações do vírus da AIDS, aos 34 anos de idade. Após um breve período de pausa nas atividades, os remanescentes do Sun Red Sun finalizam as sessões do primeiro disco com os vocais de John West (ironicamente, o mesmo cantor que substituiu Gillen no Badlands).

Ouça “Lock Me Up”, do Sun Red Sun.

Para finalizar, a íntegra do documentário Badlands – Dag the Giblets, de 1991.

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