O primeiro show do Arctic Monkeys

Tudo começou em dezembro 2001, quando Alexander David Turner e James Robert Cook ganharam guitarras como presente de natal. Os dois, vizinhos, moravam em High Green, distrito de Sheffield. Como muitos jovens da época, aprenderam seus primeiros acordes ouvindo Oasis, QOTSA, The White Stripes, e por aí vai. Pouco tempo depois, Matthew Helders e seu kit de bateria se juntam ao projeto de banda, seguidos por Andrew Nicholson no contrabaixo e Glyn Jones nos vocais.

Essa formação durou pouco tempo, já que Glyn desencanou da ideia e abandonou o grupo depois de alguns ensaios.

Com Glyn Jones fora da banda, Turner, Cook e Helders precisavam de um vocalista. O nome de James Portman, grande amigo da turma, chegou a ser mencionado, mas não passou de uma possibilidade.

Como letrista e principal compositor, acabou sobrando para Alex Turner, que assumiu definitivamente os vocais da banda, batizada de Arctic Monkeys. Claro que nem todos concordaram com o nome (a maioria preferia Bang Bang), mas como Jamie sonhava em ter um grupo com esse nome desde os tempos de escola, optaram por manter o Arctic Monkeys sugerido por Alex.

Abaixo, o Arctic Monkeys em sua formação original. Da esquerda para a direita, temos Alex Turner, Matt Helders, Jamie Cook e Andy Nicholson.

No dia 13 de junho de 2003, o quarteto de Sheffield faz sua grande estreia ao vivo, no palco do The Grapes (foto abaixo), um clube no centro da cidade. Na plateia, mais ou menos sessenta pessoas. O cachê da banda custou 27 euros, extraídos de uma porcentagem da bilheteria. No repertório, “Black Math” (White Stripes), “I’m Only Sleeping” (Beatles), versões de The Vines, Strokes, Jimi Hendrix e algumas composições próprias.

A partir daí, novos shows foram agendados pela cidade, logo expandidos para outras regiões do Reino Unido. A banda tocou em todos os lugares possíveis (e para os mais variados públicos) entre 2003 e 2005, sempre aproveitando para gravar e distribuir CDs demo entre os fãs. O material passou de mão em mão até parar no Myspace, popularizando a música do Arctic Monkeys.

Em 2004, o fotógrafo Mark Bull produziu um videoclipe do grupo com a faixa “Fake Tales Of San Francisco”. No ano seguinte, o EP de estreia, Fake Tales Of San Francisco, foi lançado, impulsionando a rápida ascensão da banda.

O resto da história vocês já conhecem: contrato com Domino Records, mudança na formação (sai Andy Nicholson, entra Nick O’malley), cinco álbuns de estúdio muito bem sucedidos, turnê com o Black Keys, parceria com Josh Homme e outras façanhas que o futuro ainda reserva para Alex Turner e companhia.

Infelizmente, não existem bootlegs completos daquele primeiro show no The Grapes, apenas uma ou duas canções gravadas durante a ocasião se encontram disponíveis na internet. E é justamente com um delas, “Ravey Ravey Ravey Club”, que finalizamos o post.

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